português brasileiro

Aqui ficam todos os artigos do blog em um só lugar: palavras comuns, nomes próprios, expressões, comparações e variantes regionais. Use as categorias para filtrar ou explore os mais recentes abaixo. Cada texto é um passo a mais dentro do português que você fala todo dia.

lanche ou merenda — merenda escolar tradicional e lanchonete urbana moderna — Palavras com História

Lanche ou Merenda: Duas Palavras, Duas Culturas

Ana Beatriz Lemos

Na escola do Nordeste, você ia buscar a merenda. Na escola do Sul, era o lanche. A refeição era a mesma, o nome mudava com a latitude, e ainda muda até hoje.

Origem da palavra amigo — etimologia do latim amicus e a raiz amare

Origem da Palavra Amigo: Quando Amigo Era o Namorado

Ana Beatriz Lemos

Dom Dinis chamava o namorado de “amigo”. O latim não separava amor de amizade, amare cobria os dois. Séculos depois, a palavra cresceu e esqueceu o amor que a originou. Ou quase.

miojo ou macarrão instantâneo — colagem temática sépia com embalagem Myojo, Momofuku Ando e consumidor brasileiro — Palavras com História

Miojo ou Macarrão Instantâneo: Como Uma Marca Japonesa Virou Sinônimo no Brasil

Ana Beatriz Lemos

Miojo é marca, não produto. Mas ninguém pede “macarrão instantâneo”, pede miojo. O Brasil tem o hábito de transformar marcas em nomes comuns, e o macarrão que veio do Japão não escapou.

Origem da palavra compaixão — etimologia do latim compassio e cum patior

Origem da Palavra Compaixão: a Palavra que Sofre Junto e Sente Amor

Ana Beatriz Lemos

A neurociência deu um presente para a língua portuguesa. Quando sentimos compaixão, o circuito ativado não é o da dor, é o do amor. O étimo dizia sofrer junto; o cérebro prefere amar junto.

cachorro-quente ou hot dog — díptico sépia com hot dog americano de Coney Island e cachorro-quente carioca com molho e batata palha — Palavras com História

Cachorro-Quente ou Hot Dog: Como o Brasil Traduziu e Reinventou um Lanche Americano

Ana Beatriz Lemos

Em nenhum lugar do mundo o hot dog é servido com macarrão, milho, batata palha e molho escarlate. O Brasil não só traduziu o nome, reinventou o lanche. Cachorro-quente virou outra coisa.

Origem da palavra desejo — etimologia do latim desiderare e as estrelas

Origem da Palavra Desejo: a Palavra que Nasceu das Estrelas

Ana Beatriz Lemos

O latim não separava desejo de saudade. Desiderium vinha de sidus, “estrela”, e significava a falta que ela deixa quando desaparece do céu noturno. Do latim ao português, o desejo veio das estrelas.

tchau, adeus ou até logo — tríptico sépia com cenas de despedida da imigração italiana, Portugal medieval e Brasil contemporâneo — Palavras com História

Três Formas de se Despedir em Português

Ana Beatriz Lemos

Adeus tem algo de definitivo, vem de “a Deus”, como quem não sabe se volta. Tchau é italiano, leve e sem cerimônia. Até logo promete um retorno. A despedida que você escolhe diz mais do que você pensa.

Origem da palavra prazer — etimologia do latim placere

Origem da Palavra Prazer: Quando Agradar os Outros Virou Sensação Própria

Ana Beatriz Lemos

Os romanos não sentiam prazer, davam aprovação. Placere descrevia o que os outros pensam de você, não o que você sente. Dois mil anos depois, a palavra virou a experiência mais íntima do português.

geleia, compota ou doce — três variantes de conservas de frutas no Brasil: geleia gelificada, compota com frutas, doce artesanal — Palavras com História

Geleia, Compota ou Doce: Três Nomes para Conservas de Frutas

Ana Beatriz Lemos

No mercado do vizinho, o pote é “doce de mocotó”. No outro, é “geleia”. No terceiro, “compota”. A fruta é a mesma, o nome muda com a estrada e o sotaque de quem vende.

fila ou bicha — díptico sépia com fila brasileira em repartição pública e bicha portuguesa em mercado de Lisboa — Palavras com História

Fila ou Bicha: a Mesma Espera, Dois Mundos Lusófonos

Ana Beatriz Lemos

Em Portugal, você entra numa bicha para pagar a conta. No Brasil, você entra numa fila. A mesma cena, a mesma língua, e um dos mal-entendidos mais famosos da lusofonia.