Quando alguém supera o que parecia impossível, termina uma maratona com a perna machucada, segura o emprego que odeia até achar outro, resiste a uma perda que parecia insuportável, a língua portuguesa tem uma expressão precisa para isso: “fez das tripas coração”.
Mas o que significa, exatamente, pegar nas tripas e transformá-las em coração? E por que esses dois órgãos específicos, e não outros? A origem da expressão fazer das tripas coração é cercada de mistério, nenhum dicionário etimológico a registra com precisão, mas duas pistas medievais iluminam o caminho.
No Brasil, a expressão “fazer das tripas coração” sobreviveu intacta desde a colonização, e a popularidade não depende de geração: aparece em telenovelas, em manchetes esportivas, em romances literários. Em Portugal, ela tem registro ainda mais antigo, com possível relação aos tripeiros do Porto (apelido dos habitantes da cidade, ligado à comida típica). Fazer das tripas coração viaja igual em Portugal e no Brasil, sinal de que nasceu antes da separação dos dois portugueses, na ibérica medieval. Três teorias disputam a etimologia, todas envolvendo coragem visceral.
Origem da Expressão Fazer das Tripas Coração
Quando Surgiu?
A origem da expressão fazer das tripas coração remonta a séculos atrás, embora a data exata de surgimento seja desconhecida, e essa lacuna é, em si, um dado relevante.
O que sabemos com segurança é que a expressão pressupõe uma visão de mundo sobre o corpo que é medieval: a hierarquia dos órgãos baseada no cardiocentrismo, a doutrina, com raízes em Aristóteles e consolidada na medicina medieval, que atribuía ao coração a função central da vida humana. O coração não era apenas um músculo: era a sede da alma sensitiva, da coragem, do calor vital. As tripas, por contraste, estavam no polo oposto dessa hierarquia, associadas ao que o corpo processa e rejeita, ao que é necessário mas sem nobreza.
Onde Surgiu?
A origem da expressão fazer das tripas coração tem raízes no português ibérico, circula tanto em Portugal quanto no Brasil com o mesmo sentido e a mesma estrutura, o que indica que surgiu antes da separação das duas variedades e que viajou com os colonizadores. Em Portugal, ela encontrou uma ilustração histórica concreta que reforçou seu uso: a lenda dos Tripeiros do Porto.
Em espanhol existe uma expressão equivalente, “echar las tripas” (lançar as tripas, no sentido de se esforçar ao máximo), o que sugere que o substrato medieval ibérico compartilhou a mesma associação entre tripas e esforço extremo.
Por Que Surgiu?
Para compreender a origem da expressão fazer das tripas coração, a resposta está na hierarquia dos órgãos na medicina e filosofia medievais. Aristóteles colocava o coração no centro de tudo, era ele que gerava o calor vital, que movia o sangue, que abrigava a alma sensitiva. Era o órgão da coragem, do amor, da vida. As expressões que ainda usamos hoje, “coração de leão”, “coração de pedra”, “abrir o coração”, são resíduos diretos dessa tradição: o coração como metáfora de tudo que importa emocionalmente e moralmente.
As tripas, do latim tripa, entranhas, vísceras, ocupavam o polo oposto dessa hierarquia. Eram necessárias, mas sem nobreza: associadas ao trabalho sujo da digestão, ao que o corpo processa e eventualmente descarta.
Na linguagem medieval e popular, “ter tripas” ou “mostrar as tripas” tinha conotação de brutalidade, de exposição do interior mais baixo. Pedir que alguém “faça das tripas coração” era, portanto, pedir uma transmutação radical: que o mais baixo se tornasse o mais alto, que o indigno se tornasse heroico, que o resíduo virasse força motriz.

Cardiocentrismo medieval: coração como coragem, tripas como fraqueza.
Significado Literal vs. Figurado: O Paradoxo de Origem da Expressão Fazer das Tripas Coração
O Que Significa Literalmente?
Literalmente, “fazer das tripas coração” seria o ato de transformar os intestinos num coração, substituir o órgão da digestão pelo órgão da vida e da coragem. Essa literalidade é deliberadamente absurda: ninguém pode, de fato, transformar um órgão em outro. A impossibilidade física da imagem é parte da mensagem: o que está sendo descrito é exatamente algo que não deveria ser possível, mas acontece.
Como o Dicionário Prático de Locuções e Expressões Correntes registra: “conformar-se; dominar-se, vencendo a própria fraqueza; resistir mais que o possível; fazer das fraquezas força”. A origem da expressão fazer das tripas coração remonta a essa impossibilidade paradoxal.
O intestino humano, as tripas, mede mais de seis metros e é o órgão responsável pela absorção final dos nutrientes e pela excreção do que o corpo não aproveita. É essencial, mas sua função é processual e invisível: trabalha em silêncio, processa o que recebe, descarta o resto.
O coração, por outro lado, é o único órgão que se faz sentir de fora, você o ouve, o sente acelerar, o percebe parar. A literalidade da expressão usa essa diferença perceptiva: das tripas que trabalham em silêncio e descartam, ao coração que bate, que é sentido, que é vida visível.
Como Virou Significado Figurado?
A passagem para o figurado preservou o paradoxo central: a transmutação do inferior no superior. No sentido figurado, “fazer das tripas coração” – cuja origem da expressão fazer das tripas coração reside nessa transformação impossível – descreve o momento em que alguém age com uma coragem ou resistência que vai além do que tinha disponível, quando as reservas normais acabaram e o esforço continua vindo de um lugar mais fundo e menos óbvio.
É o esforço que não devia ser possível mas é. É a fraqueza que se transforma em força não porque a fraqueza desapareceu, mas porque foi mobilizada de uma forma diferente.
| Dimensão | Tripas | Coração | O Que a Expressão Pede |
|---|---|---|---|
| Etimologia | Latim tripa, entranhas, vísceras; palavra sem nobreza | Latim cor, cordis, coração; sede da vida e do calor vital | Que o mais humilde na etimologia se eleve ao mais nobre |
| Função anatômica | Intestinos: absorção de nutrientes e excreção do que o corpo descarta (6+ metros) | Coração: bombeia o sangue; órgão que se sente e se ouve; visível e pulsante | Que o órgão silencioso e descartante assuma a função do órgão pulsante e vital |
| Hierarquia medieval | Polo inferior: processual, necessário, sem nobreza; associado ao que o corpo rejeita | Polo superior: sede da alma sensitiva, da coragem e do calor vital (cardiocentrismo aristotélico) | Que o polo inferior se torne o superior, transmutação, não apenas esforço |
| Na expressão | O que se tem quando as reservas nobres acabam, o fundo do corpo, o último recurso | O resultado almejado, coragem, força, vida renovada | Que as tripas (fraqueza, limite, o que sobrou) se tornem coração (coragem, superação, vida) |
A força da expressão vem do paradoxo anatômico medieval: tripas e coração estavam nos polos opostos da hierarquia corporal. Fazer das tripas coração é pedir o impossível, e é exatamente por isso que descreve o que parecia impossível e aconteceu mesmo assim.
Como a Expressão “Fazer das Tripas Coração” É Usada Hoje
Contextos de Uso Atual da Expressão Origem da Expressão Fazer das Tripas Coração
“Fazer das tripas coração” circula no português brasileiro e português europeu com o mesmo sentido central, mas em contextos distintos. O uso mais frequente é o de superação pessoal diante de uma adversidade intensa: uma doença, uma perda, uma situação profissional ou emocional que exige mais do que a pessoa julgava ter. A expressão nomeia não o esforço ordinário, que se descreve com “se esforçar” ou “batalhar”, mas o esforço que vai além do limite percebido.
Ela aparece também em contextos de resignação ativa: quando alguém precisa continuar fazendo algo que detesta, mas faz assim mesmo. “Detestava aquele emprego, mas fez das tripas coração para ficar até o fim do contrato”, aqui a expressão descreve não heroísmo, mas persistência custosa. E aparece em contextos de superação emocional: “quando ela morreu, ele teve de fazer das tripas coração para superar a depressão”, aqui o coração que se “faz” é literalmente o coração partido que precisa voltar a bater.
Exemplos Práticos
“Apesar de ter machucado o tornozelo no km 30, fiz das tripas coração e terminei a maratona.”, Superação física: o corpo diz pare, a vontade diz continua.
“Ela fez das tripas coração para não chorar na frente da banca e defender a tese.”, Superação emocional: emoção contida por esforço consciente e custoso.
“O time estava perdendo de dois a zero no segundo tempo. Fizeram das tripas coração e viraram a partida.”, Superação coletiva: o impossível tornado possível pelo esforço que vai além do esperado.

Fazer das tripas coração: a superação que nomeia o impossível.
| Contexto | Tipo de Superação | Exemplo de Uso | Tom |
|---|---|---|---|
| Físico / esportivo | O corpo diz pare; a vontade diz continua. Esforço além do limite físico percebido | “Machucou o tornozelo no km 30, mas fez das tripas coração e terminou a maratona.” | Admirativo; heroico |
| Emocional / psicológico | Emoção ou dor intensa contida ou superada por esforço consciente e custoso | “Fez das tripas coração para não chorar na frente da banca e defender a tese.” | Empático; respeitoso |
| Resignação ativa | Continuar fazendo algo que se detesta por necessidade ou compromisso | “Detestava o emprego, mas fez das tripas coração para ficar até o fim do contrato.” | Resignado; custoso |
| Coletivo / esportivo | Grupo que supera um resultado adverso por esforço que vai além do esperado | “Perdendo de 2 a 0, fizeram das tripas coração e viraram a partida no segundo tempo.” | Épico; narrativo |
Nos quatro contextos, a expressão descreve o mesmo fenômeno: o esforço que começa quando todos os outros acabaram. A variação é o tipo de limite ultrapassado, físico, emocional, psicológico ou coletivo.
Curiosidades Históricas sobre Origem da Expressão Fazer das Tripas Coração
Fato 1: A Lenda dos Tripeiros, Quando o Porto Fez das Tripas Coração de Verdade
A origem da expressão fazer das tripas coração tem uma ilustração histórica concreta que a torna ainda mais poderosa. A lenda, registrada em várias fontes sobre a história do Porto, conta que, no início do século XV, quando a frota portuguesa partiu para a conquista de Ceuta (1415), os habitantes do Porto cederam toda a carne da cidade aos navios para abastecer a expedição. O que ficou para a população foram as tripas dos animais abatidos, o que sobrou, o descarte.
Em vez de lamentar, os portuenses cozinharam as tripas com feijão, cenouras e enchidos e criaram um dos pratos mais famosos de Portugal: as “Tripas à Moda do Porto”. O ato de transformar o descarte em iguaria foi tão marcante que os habitantes do Porto passaram a ser chamados de “tripeiros”, e o apelido, que nasceu de uma situação de privação, virou símbolo de identidade, coragem e criatividade. Os portuenses literalmente fizeram das tripas coração, transformaram o mais humilde no mais valoroso.
Fato 2: A Expressão que os Dicionários Não Conseguem Datar
O Priberam, um dos dicionários mais rigorosos da língua portuguesa, classifica a expressão como de “etimologia duvidosa”. O Ciberdúvidas, consultório linguístico de alta autoridade, afirma que “as obras consultadas não registam a origem”. Isso não é uma falha dos dicionários: é uma marca de antiguidade.
Expressões com origem conhecida e recente têm data e contexto registrados. Expressões antigas demais para ser datadas chegam à língua escrita já estabelecidas, como se sempre tivessem existido. O mistério da origem da expressão fazer das tripas coração é, paradoxalmente, a evidência de sua profundidade histórica.
Expressões Relacionadas à Origem da Expressão Fazer das Tripas Coração
“Fazer das tripas coração” pertence a uma família de expressões portuguesas e brasileiras que usam o coração como metáfora de coragem, caráter e vida interior. A mais diretamente contrastante é “coração mole”, que descreve o movimento oposto: ceder em vez de resistir, amolecer em vez de endurecer. Quem tem coração mole cede; quem faz das tripas coração transforma a fraqueza em força. As duas expressões são o negativo uma da outra.
“Coração de leão” descreve quem já tem coragem de sobra, não precisa fabricá-la a partir de nada. É o estado que “fazer das tripas coração” tenta alcançar: a bravura como resultado. “Coração de pedra” descreve insensibilidade, o extremo oposto da ternura, mas também da coragem produtiva.
“Coração na boca” descreve a ansiedade intensa: o coração que sobe à garganta diante do medo. E “abrir o coração” descreve a franqueza emocional, revelar o que está dentro. Todas essas expressões partem do mesmo pressuposto aristotélico-medieval: o coração como sede de tudo que importa.
| Expressão | Significado Central | Relação com “Fazer das Tripas Coração” | Conotação |
|---|---|---|---|
| Coração mole | Cede com facilidade por excesso de compaixão ou fraqueza emocional | Negativo direto: coração mole cede; fazer das tripas coração resiste e transforma | Ambígua (fraqueza ou virtude) |
| Coração de leão | Coragem extrema; bravura natural e inata diante do perigo | Estado almejado: quem faz das tripas coração tenta alcançar o que o coração de leão já tem | Fortemente positiva |
| Coração de pedra | Insensibilidade total; não se deixa tocar pelo sofrimento alheio | Oposto da ternura, mas também da transmutação, coração de pedra não se transforma | Fortemente negativa |
| Coração na boca | Ansiedade intensa; o coração que acelera e “sobe à garganta” diante do medo | O estado anterior: é com o coração na boca que se precisa fazer das tripas coração | Neutra / descritiva |
| Abrir o coração | Revelar sentimentos com franqueza; ser emocionalmente transparente | Usa o coração como sede da vida interior, mesmo pressuposto medieval | Positiva / vulnerável |
Todas essas expressões partem do mesmo pressuposto aristotélico-medieval: o coração como sede de tudo que importa emocionalmente e moralmente. “Fazer das tripas coração” é a mais radical delas, a única que parte de fora do coração e pede que ele seja construído a partir do que não é nobre.
Erros Comuns ao Usar a Expressão
Interpretação Errada
O erro mais frequente é usar “fazer das tripas coração” para descrever esforço ordinário, algo que apenas exige dedicação normal. A expressão está reservada para situações de superação extrema, onde o esforço vai além do limite percebido. Dizer “fiz das tripas coração para chegar na hora” quando apenas se acordou mais cedo banaliza a expressão e esvazia seu poder. Ela deve ser usada para o que é genuinamente sobre-humano: terminar algo com o joelho partido, segurar a emoção num momento de ruptura, continuar quando tudo diz para parar.
Outro equívoco é confundir “fazer das tripas coração” com “forçar a barra”. “Forçar a barra” implica pressionar além do razoável numa situação social ou profissional, tem conotação de exagero inconveniente. “Fazer das tripas coração” é internamente motivado, sempre legítimo: descreve superação autêntica, nunca pressão social inadequada.
O Que Você Aprendeu
- “Fazer das tripas coração” tem origem medieval ligada ao cardiocentrismo aristotélico, a doutrina que colocava o coração como sede da coragem e a tripas no polo oposto da hierarquia corporal.
- “Tripas” vem do latim tripa (entranhas, vísceras), palavra sem nobreza, associada ao que o corpo processa e descarta.
- O Priberam classifica a expressão como de “etimologia duvidosa”, o que indica antiguidade, não ausência de história.
- A lenda dos Tripeiros do Porto ilustra a expressão com história concreta: os portuenses que ficaram com as tripas quando a frota partiu para Ceuta e fizeram delas um símbolo de identidade.
- A expressão descreve transmutação, não apenas esforço: pede que o mais baixo se torne o mais nobre, o impossível tornado possível.
Perguntas Frequentes
“Fazer das tripas coração” é expressão só portuguesa ou também brasileira?
A expressão circula com igual força em Portugal e no Brasil, o que indica que surgiu antes da separação das duas variedades do português, provavelmente na língua ibérica medieval ou nos séculos seguintes, e viajou com os colonizadores para o Brasil. Em Portugal, a expressão tem uma ressonância histórica adicional ligada à lenda dos tripeiros do Porto. No Brasil, circula no mesmo sentido mas sem essa dimensão histórica local. Em ambas as variedades, o significado central é idêntico: superação extrema, transformação da fraqueza em força.
Qual a diferença entre “fazer das tripas coração” e “se esforçar muito”?
A diferença é de intensidade e de natureza. “Esforçar-se muito” descreve empenho elevado dentro do que se considera possível. “Fazer das tripas coração” descreve o que acontece quando o empenho normal se esgotou e o esforço continua vindo de um lugar mais fundo e menos óbvio, como se as tripas, que não tinham essa função, assumissem o papel do coração. A expressão é usada para situações em que o resultado parecia impossível e foi alcançado assim mesmo.
A expressão tem equivalente em inglês?
Não existe um equivalente direto que use a mesma metáfora anatômica. As expressões inglesas mais próximas em termos de sentido são “to give it everything you’ve got” (dar tudo que tem), “to go above and beyond” (ir além do esperado) e “to bend over backwards” (dobrar-se de costas, fazer tudo para conseguir algo).
Nenhuma delas carrega o paradoxo anatômico medieval de transformar o inferior em superior. O equivalente funcional mais interessante talvez seja “to dig deep” (escavar fundo), que também evoca o corpo em busca de reservas internas que não eram visíveis.
De onde vem a palavra “tripas” na expressão?
“Tripas” vem do latim tripa, designando os intestinos e vísceras. Na expressão, funciona metaforicamente: superar a repulsa física pelo esforço máximo do corpo. Em português europeu, “tripas” ainda é de uso corrente; no Brasil, convive com “tripa” no singular e expressões regionais equivalentes.
Existe expressão equivalente em outras línguas?
Sim. Em espanhol existe “hacer de tripas corazón”, expressão ibérica idêntica na origem. Em inglês, “to steel oneself” (endurecer-se) e “to grit one’s teeth” (ranger os dentes) expressam a mesma ideia de superar adversidade com esforço interno, mas sem a metáfora das vísceras.
Conclusão: O Significado Profundo de “Fazer das Tripas Coração”
Como vimos, a origem da expressão fazer das tripas coração aponta para uma visão de mundo medieval sobre o corpo: um mundo em que o coração era sede da coragem e as tripas eram o oposto disso. A expressão pede que o indigno se torne heroico, que o órgão da digestão assuma a função do órgão da vida. É uma das metáforas mais radicais da língua portuguesa: não pede esforço, pede transmutação.
A lenda dos Tripeiros do Porto dá a essa metáfora uma história concreta: os portuenses que ficaram com o descarte quando a frota partiu e fizeram desse descarte um símbolo. Literalmente fizeram das tripas coração, e o apelido virou honra. É um dos casos raros em que a expressão popular e a história se encontram e se confirmam mutuamente.
Agora que você conhece o paradoxo medieval, a etimologia de tripa e a lenda dos tripeiros, convido você a prestar atenção nas próximas vezes que “fazer das tripas coração” aparecer numa conversa, e a reconhecer o peso do que está sendo dito: não “me esforcei”, mas “fiz o impossível”. Deixe nos comentários: qual foi o momento em que você precisou fazer das tripas coração? Compartilhe este artigo e continue explorando as histórias escondidas nas expressões que usamos todos os dias.

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Fontes e Referências
- Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa. CUNHA, Antônio Geraldo da. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010. Tipo de consulta: verbetes e raízes etimológicas da expressão “fazer das tripas coração”.
- Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. Tipo de consulta: acepções e datações da expressão “fazer das tripas coração”.
- Michaelis Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Disponível em: michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/tripas/ Tipo de consulta: definição e uso da palavra-chave da expressão.
- Origem da Palavra. Disponível em: https://origemdapalavra.com.br/palavras/coracao/ Tipo de consulta: etimologia da palavra “coração”.
- Dicio, Dicionário Online de Português. Disponível em: https://www.dicio.com.br/fazer-das-tripas-coracao/ Tipo de consulta: definição e exemplos de uso da expressão.
Ana Beatriz Lemos é pesquisadora da linguagem e autora do projeto Palavras com História, dedicado a revelar a origem, a evolução e os sentidos históricos das palavras da língua portuguesa.







