origem das expressões

Aqui ficam todos os artigos do blog em um só lugar: palavras comuns, nomes próprios, expressões, comparações e variantes regionais. Use as categorias para filtrar ou explore os mais recentes abaixo. Cada texto é um passo a mais dentro do português que você fala todo dia.

Origem da palavra morte: columbário romano com urnas de terracota em nichos de pedra e lamparina memorial, passando por cemitério de mosteiro medieval com cruz de pedra e folhas outonais douradas, até cena brasileira de Dia de Finados com cravos-de-defunto, vela acesa e retrato de família

Da Mors Romana ao Dia de Finados: A Palavra que a Língua Não Conseguiu Suavizar

Ana Beatriz Lemos

Mortadela vem de mors, morte. A linguiça italiana recebeu esse nome porque era feita com o animal recém-abatido. A mesma raiz de mortal e imortal frequenta o cardápio todo dia, sem que percebamos.

Origem da palavra alegria: mesa de banquete romano com taça de terracota transbordando uvas e figos entre guirlandas de flores, passando por feira medieval com alaúde e pandeiro sobre barril entre estandartes, até festa junina brasileira com bandeirinhas, canjica e luzes douradas

Do Alacer Latino à Festa Brasileira: A Alegria que Contagia a Língua

Ana Beatriz Lemos

Alacritas, em latim, era vivacidade, a energia de quem está pronto para se mover. Alegria não era só ausência de tristeza: era presença de movimento. A língua sabia que a felicidade tem os pés inquietos.

Origem da palavra medo: entrada de cripta romana com arco de pedra escuro e lamparina no limiar, passando por corredor de castelo medieval com tocha e armadura nas sombras, até quarto de criança brasileira com abajur noturno e porta do armário entreaberta

Do Metus Romano ao Medo do Escuro: O Temor que Nunca Perdeu Sua Força

Ana Beatriz Lemos

Meticuloso vem de metus, medo. Quem é meticuloso é, literalmente, “cheio de medo de errar”. O cuidado extremo e o temor têm a mesma raiz no latim. A perfeição sempre carregou um pouco de ansiedade.

Origem da palavra esperança: jarro de terracota grego-romano (pithos de Pandora) entreaberto com brilho dourado em jardim de oliveiras, passando por caminho de peregrino medieval com alforje e cajado junto a marco de pedra, até jardim em terraço de favela brasileira com muda crescendo em lata reciclada ao entardecer

Da Spes Romana à Resistência Brasileira: A Esperança que Atravessa os Séculos

Ana Beatriz Lemos

Em inglês, to wait e to hope são verbos distintos. Em português, esperar faz os dois, e não é coincidência. Sperare, em latim, já misturava a espera com a crença de que algo bom viria.

Origem da palavra paz: templo romano de Pax com ramo de oliveira sobre altar de mármore e pomba, passando por claustro de mosteiro medieval com fonte e jardim de lavanda, até praia brasileira tranquila ao nascer do sol com barco de pesca e rede

Da Pax Romana à Serenidade Brasileira: A Palavra que Sela Acordos e Acalma Corações

Ana Beatriz Lemos

Pax deu pacto, pacificar, e também deu “pagar”. Em latim, saldar uma dívida era literalmente fazer as pazes. A palavra que encerra guerras também resolvia contratos. Paz sempre foi uma negociação.

Origem da palavra força: equipamento de legionário romano com escudo de bronze e gládio junto a muro de pedra, passando por fortificação medieval com muralha, ponte levadiça e correntes de ferro ao pôr do sol, até canteiro de obras brasileiro com vigas de aço e capacete sob luz dourada do entardecer

Da Fortis Romana à Construção do Brasil: A Raiz que Gerou Fortaleza, Conforto e Esforço

Ana Beatriz Lemos

Con + fortis, “com força, juntos”. Essa é a raiz de confortar em latim. Antes de ser um gesto de afeto, confortar era um ato de somar forças. A etimologia lembra que ninguém se fortalece sozinho.

Origem da palavra beleza: detalhe de termas romanas com mosaico geométrico, coluna de mármore e espelho de bronze, passando por ateliê renascentista com escultura inacabada e pincéis, até jardim botânico brasileiro com orquídea em flor e borboletas sob luz dourada da manhã

Do Bellus Popular ao Ideal Estético: Como Beleza Venceu Pulcher

Ana Beatriz Lemos

Bellus, em latim, era o diminutivo de bonus, “bonitinho”. O português pegou essa palavra modesta e a transformou no maior dos conceitos. Beleza nunca foi pequena, mas nasceu sendo.

Origem da palavra verdade: balança de justiça romana em bronze sobre pedestal de mármore com pergaminhos de lei, passando por biblioteca universitária medieval com códice filosófico e lupa, até mesa de jornalista brasileiro com caderno, laptop e café ao entardecer

Da Veritas Romana à Busca Contemporânea: A Palavra que Exige Prova

Ana Beatriz Lemos

Veritas era a deusa romana da verdade, filha de Saturno, mãe da Virtude. A mesma palavra virou o motto de Harvard, raiz de “verificar” e sobreviveu dois mil anos como o nome daquilo que não pode ser inventado.

Origem da palavra mundo: mapa-múndi romano esculpido em pedra e esfera armilar de bronze, passando por oficina cartográfica da Era dos Descobrimentos com globo e instrumentos náuticos, até quarto de criança brasileira com globo terrestre e cartões-postais de viagem

Do Céu Ordenado ao Globo Terrestre: Como Mundo Expandiu Seus Horizontes

Ana Beatriz Lemos

Mundus, em latim, significava "limpo" e "ornado". Quando os romanos olharam para o universo e precisaram nomeá-lo, escolheram uma palavra de ordem e beleza. O mundo, antes de ser tudo, foi uma ideia de harmonia.

Origem da palavra pessoa: máscaras teatrais romanas (personae) em prateleira de pedra dos bastidores, passando por selo de identidade e pertences de mercador medieval sobre mesa de carvalho, até porta de casa brasileira com sandálias, caneca e jardim de ervas

Da Máscara Teatral Romana à Identidade Humana: A Jornada da Palavra Pessoa

Ana Beatriz Lemos

Persona, em latim, era a máscara dos atores, per + sonare, “por onde o som passa”. Hoje, pessoa somos nós. Mas a etimologia lembra que há sempre um papel sendo vivido, uma voz que ressoa por trás de uma face.