origem das expressões
Aqui ficam todos os artigos do blog em um só lugar: palavras comuns, nomes próprios, expressões, comparações e variantes regionais. Use as categorias para filtrar ou explore os mais recentes abaixo. Cada texto é um passo a mais dentro do português que você fala todo dia.

Abóbora, Jerimum ou Moranga: Três Nomes, uma Raiz
Jerimum no Nordeste, abóbora no Sudeste, moranga no Sul. Cada nome chegou por um caminho diferente, tupi, árabe, português, e ficou onde chegou primeiro.

Vina ou Salsicha: a Viena que Virou Gaúcha
A vina chegou ao Sul com os imigrantes europeus, e ficou com o nome que eles trouxeram. Salsicha veio pelo caminho mais longo. O mesmo embutido, dois passaportes diferentes.

Biscoito ou Bolacha: a Grande Discussão Linguística do Brasil
Biscoito ou bolacha? A resposta divide famílias, estados e redes sociais. Não existe resposta certa, existe a resposta da sua região. E a história de cada palavra mostra por quê as duas sobreviveram.

Tangerina, Mexerica ou Bergamota: a Fruta que Mudou de Nome pelo Brasil
Bergamota no Sul, mexerica no Rio, tangerina em São Paulo. A fruta é a mesma, mas a palavra que você usa revela de onde você é antes de você dizer qualquer outra coisa.

Mandioca, Aipim ou Macaxeira: Três Nomes, uma Raiz
Pedir macaxeira no mercado de São Paulo rende um olhar estranho, e pedir aipim no Nordeste, também. A raiz é a mesma. Os nomes contam histórias de povos e regiões distintas.

Do Samba de Riachão ao Paradoxo Político: Cada Macaco no Seu Galho
O macaco não cai do próprio galho, ali ele domina. É no galho dos outros que o risco mora. O ditado não pede humildade: pede domínio. Fique onde você é mestre, e deixe o resto para quem conhece.

O Instante que para o Tempo: Tomar um Susto
Em inglês, you get scared, você fica com medo. Em português, você toma um susto, recebe, absorve, engole. O verbo escolhido diz que o medo não é algo que você faz. É algo que acontece dentro de você.

Do Caixeiro-viajante ao Experimento de Stanford: A Porta que não Fecha
O vendedor colocava o pé na porta antes que ela fechasse, e vendia. A imagem do pé como obstáculo que garante entrada virou metáfora de qualquer oportunidade conquistada na força da presença.

Quatro Séculos de Consolo: Não Há Mal que Dure Cem Anos
Cem anos é mais do que qualquer pessoa vive. Quando o provérbio diz que nenhum mal dura tanto, está dizendo algo simples: você vai sobreviver a isso. O português medieval criou um consolo com prazo de validade.

Dos Tripeiros do Porto ao Vocabulário Brasileiro: A Alquimia da Língua
As tripas são o que há de mais escondido no corpo, o lugar do medo, da náusea, do nervoso. Fazer das tripas coração é pegar esse medo e transformar em força. O português sabia que a coragem não vem de onde parece.






