língua portuguesa

Aqui ficam todos os artigos do blog em um só lugar: palavras comuns, nomes próprios, expressões, comparações e variantes regionais. Use as categorias para filtrar ou explore os mais recentes abaixo. Cada texto é um passo a mais dentro do português que você fala todo dia.

mungunzá, canjica ou curau — três pratos regionais de milho em tons sépia — Palavras com História

Mungunzá, Canjica ou Curau: Três Nomes e uma Festa

Ana Beatriz Lemos

Na festa junina nordestina, é mungunzá. Em São Paulo, é curau se for grosso, canjica se for mais líquido. No Rio, é canjica de qualquer jeito. O milho é o mesmo — o prato conta de onde você é.

Panorâmica editorial sobre a origem da palavra ciúme, do ardor competitivo grego ao ciúme literário do Dom Casmurro de Machado de Assis

Origem da Palavra Ciúme: Como o Ardor Grego Virou o Sentimento de Bentinho

Ana Beatriz Lemos

Ciúme vem do grego ZELOS, que significava ardor positivo, emulação admirável. Platão o usava como elogio. Em dois milênios, a mesma palavra que movia Aquiles virou o tormento de Bentinho. A história completa da transformação.

ressaca ou veisalgia — díptico sépia com mar ressacado e laboratório médico, do popular ao científico — Palavras com História

O Nome Médico para o Dia Depois da Bebida

Ana Beatriz Lemos

Nenhum paciente chega ao médico pedindo tratamento para veisalgia. Todo mundo tem ressaca, e usa essa palavra sem saber que ela descreve um fenômeno com nome científico oficial.

Panorâmica editorial sobre a origem da palavra saudade, das costas romanas às cantigas medievais à identidade portuguesa contemporânea

Origem da Palavra Saudade: O Milagre Semântico que Só o Português Operou

Ana Beatriz Lemos

Saudade e solidão têm a mesma raiz latina, solitātem. Mas enquanto todas as línguas românicas mantiveram o sentido de isolamento, só o português o transformou em anseio pelo ausente. A história do milagre semântico mais famoso do mundo.

delegacia ou esquadra — díptico sépia com delegacia brasileira e esquadra portuguesa lado a lado — Palavras com História

Quando a Polícia Fala Português Diferente

Ana Beatriz Lemos

No Brasil é delegacia, em Portugal é esquadra. Mesma função, dois nomes. A diferença vai além do vocabulário: revela dois modelos de polícia construídos em séculos diferentes.

Panorâmica editorial sobre a origem da palavra solidão, da contemplação filosófica romana ao isolamento urbano contemporâneo

Origem da Palavra Solidão: Da Virtude Romana à Epidemia do Século XXI

Ana Beatriz Lemos

Solidão nasceu em latim como estado neutro de quem está só. Sêneca a elogiava, os monges medievais a buscavam. Só na modernidade virou sofrimento, e hoje a OMS a declara epidemia. A história completa da palavra mais ambígua do português.

lanche ou merenda — merenda escolar tradicional e lanchonete urbana moderna — Palavras com História

Lanche ou Merenda: Duas Palavras, Duas Culturas

Ana Beatriz Lemos

Na escola do Nordeste, você ia buscar a merenda. Na escola do Sul, era o lanche. A refeição era a mesma, o nome mudava com a latitude, e ainda muda até hoje.

Origem da palavra amigo — etimologia do latim amicus e a raiz amare

Origem da Palavra Amigo: Quando Amigo Era o Namorado

Ana Beatriz Lemos

Dom Dinis chamava o namorado de “amigo”. O latim não separava amor de amizade, amare cobria os dois. Séculos depois, a palavra cresceu e esqueceu o amor que a originou. Ou quase.

miojo ou macarrão instantâneo — colagem temática sépia com embalagem Myojo, Momofuku Ando e consumidor brasileiro — Palavras com História

Miojo ou Macarrão Instantâneo: Como Uma Marca Japonesa Virou Sinônimo no Brasil

Ana Beatriz Lemos

Miojo é marca, não produto. Mas ninguém pede “macarrão instantâneo”, pede miojo. O Brasil tem o hábito de transformar marcas em nomes comuns, e o macarrão que veio do Japão não escapou.

Origem da palavra compaixão — etimologia do latim compassio e cum patior

Origem da Palavra Compaixão: a Palavra que Sofre Junto e Sente Amor

Ana Beatriz Lemos

A neurociência deu um presente para a língua portuguesa. Quando sentimos compaixão, o circuito ativado não é o da dor, é o do amor. O étimo dizia sofrer junto; o cérebro prefere amar junto.