emoções
Aqui ficam todos os artigos do blog em um só lugar: palavras comuns, nomes próprios, expressões, comparações e variantes regionais. Use as categorias para filtrar ou explore os mais recentes abaixo. Cada texto é um passo a mais dentro do português que você fala todo dia.

Origem da Palavra Compaixão: a Palavra que Sofre Junto e Sente Amor
A neurociência deu um presente para a língua portuguesa. Quando sentimos compaixão, o circuito ativado não é o da dor, é o do amor. O étimo dizia sofrer junto; o cérebro prefere amar junto.

Origem da Palavra Desejo: a Palavra que Nasceu das Estrelas
O latim não separava desejo de saudade. Desiderium vinha de sidus, “estrela”, e significava a falta que ela deixa quando desaparece do céu noturno. Do latim ao português, o desejo veio das estrelas.

Origem da Palavra Prazer: Quando Agradar os Outros Virou Sensação Própria
Os romanos não sentiam prazer, davam aprovação. Placere descrevia o que os outros pensam de você, não o que você sente. Dois mil anos depois, a palavra virou a experiência mais íntima do português.

O Instante que para o Tempo: Tomar um Susto
Em inglês, you get scared, você fica com medo. Em português, você toma um susto, recebe, absorve, engole. O verbo escolhido diz que o medo não é algo que você faz. É algo que acontece dentro de você.

Do Alacer Latino à Festa Brasileira: A Alegria que Contagia a Língua
Alacritas, em latim, era vivacidade, a energia de quem está pronto para se mover. Alegria não era só ausência de tristeza: era presença de movimento. A língua sabia que a felicidade tem os pés inquietos.

Do Metus Romano ao Medo do Escuro: O Temor que Nunca Perdeu Sua Força
Meticuloso vem de metus, medo. Quem é meticuloso é, literalmente, “cheio de medo de errar”. O cuidado extremo e o temor têm a mesma raiz no latim. A perfeição sempre carregou um pouco de ansiedade.

Do Cor Latino ao Afeto Brasileiro: Como Coração Ganhou Sentimento
Cordial, concordar, recordar, tudo começa em cor, o coração latino. Quando os romanos queriam lembrar de algo, diziam que a lembrança passava pelo coração outra vez. Não era poesia, era anatomia.






